Kindle Unlimited vira Kindle+: o que muda para assinantes no Brasil

Por Portal Softwares

23/10/2026

A Amazon passou a chamar de Kindle+ o serviço de assinatura que, desde 2014, se chamava Kindle Unlimited. A mudança foi anunciada em 22 de outubro de 2026 e já aparece em páginas brasileiras da loja, mas a principal novidade que acompanha o novo nome, a inclusão de mais audiolivros, vale por enquanto só nos Estados Unidos.

Para o assinante brasileiro, a dinâmica segue a mesma: paga-se uma mensalidade para ler os títulos do catálogo enquanto a assinatura estiver ativa, sem precisar comprar cada livro.

 

O pacote que os assinantes americanos ganharam

Mão segurando celular com aplicativo de áudio aberto na tela
Nos Estados Unidos, os audiolivros passam a fazer parte da assinatura. Imagem ilustrativa. Foto: Santeri Viinamäki / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

 

Nos EUA, o Kindle+ junta leitura e áudio numa assinatura de US$ 11,99 por mês, segundo o 9to5Mac. O que entrou no pacote americano:

  • Milhares de audiolivros, parte com narração humana e parte narrada pela tecnologia de voz virtual da Amazon.
  • Possibilidade de autores incluírem mais títulos elegíveis em áudio, inclusive com narração por inteligência artificial.
  • Empréstimo de até 20 itens por vez, somando livros digitais, audiolivros e quadrinhos.
  • Teste gratuito de 30 dias para novos assinantes.

A Audible, plataforma de audiolivros da Amazon, continua existindo separadamente. A empresa não explicou como as duas assinaturas vão conviver no longo prazo, nem se o catálogo em áudio do Kindle+ vai crescer a ponto de competir com ela.

 

Kindle Unlimited e Kindle+ lado a lado

ItemKindle Unlimited (antes)Kindle+ no BrasilKindle+ nos EUA
Preço mensalR$ 24,90R$ 24,90US$ 11,99
Livros digitaisCatálogo rotativoMesmo catálogoMesmo catálogo
Audiolivros na assinaturaNãoNão, seguem na AudibleSim, catálogo ampliado
Narração por voz virtualNãoNãoSim, em títulos de autores participantes

O preço brasileiro foi definido em 2025, quando a Amazon reajustou a assinatura alegando expansão do catálogo, segundo o Tecnoblog. Até agora não houve anúncio de novo reajuste junto com a troca de nome.

 

Por que o nome mudou se quase nada mudou por aqui

A troca de marca acompanha a estratégia da Amazon de tratar o Kindle como ecossistema de leitura e escuta, semanas depois de lançar uma nova geração de leitores digitais, vendidos no Brasil a partir de R$ 899. O nome único facilita a expansão do pacote com áudio para outros países, mas não há cronograma para isso fora dos Estados Unidos.

Para a Amazon, o movimento também responde à concorrência. Serviços de streaming de música passaram a incluir audiolivros nas assinaturas, e manter leitura e áudio separados deixava o Kindle Unlimited com cara de produto antigo. No Brasil, porém, a empresa ainda não sinalizou quando ou se vai mexer no pacote.

Na prática, quem lê pelo aplicativo Kindle no celular, no tablet ou no computador, sem ter o leitor dedicado, também pode usar a assinatura. O aparelho não é obrigatório.

 

Preciso fazer alguma coisa para continuar assinando?

Não. A assinatura é renovada automaticamente com o novo nome, o mesmo preço e os mesmos livros emprestados. Nada some da sua biblioteca por causa da mudança, e os livros comprados avulsos continuam sendo seus.

 

Como gerenciar ou cancelar

  1. Entre na sua conta da Amazon pelo navegador.
  2. Acesse a área de assinaturas e conteúdos digitais.
  3. Abra a assinatura Kindle+ (antiga Kindle Unlimited) e escolha encerrar, se quiser.
  4. Os livros emprestados ficam disponíveis até o fim do período já pago.

 

Vale manter a assinatura com o novo nome?

A conta depende do seu ritmo de leitura e de quantos títulos que você quer ler estão no catálogo, que não inclui todos os lançamentos das grandes editoras. Um jeito simples de decidir:

  • Lê um livro ou mais por mês do catálogo: os R$ 24,90 tendem a compensar, já que muitos e-books custam mais que isso na compra avulsa.
  • Lê pouco ou prefere lançamentos: comprar os títulos avulsos costuma sair mais barato.
  • Quer audiolivros incluídos: por enquanto, o Kindle+ brasileiro não atende; vale comparar com outros serviços.

Uma alternativa para quem quer áudio são as 12 horas mensais oferecidas a assinantes de outro serviço, explicadas em audiolivros no Spotify. A próxima informação a acompanhar é a eventual chegada dos audiolivros à versão brasileira do Kindle+, que ainda não tem data.

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