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Segurança e privacidade

Falha antiga do iPhone volta a ser explorada: como se proteger

Brecha CVE-2024-27834 do Safari voltou a ser usada para roubar sessões em iPhones desatualizados. Saiba quem corre risco e como conferir e atualizar o iOS.

Vários smartphones de diferentes sistemas lado a lado
Neste artigo
  1. Meu iPhone corre risco com a CVE-2024-27834?
  2. Como o golpe funciona sem eu clicar em nada?
  3. A verificação em duas etapas não me protege?
  4. Como conferir a versão do iOS e atualizar?
  5. E se meu aparelho não recebe mais o iOS atual?
  6. Sinais de que alguém entrou nas suas contas
  7. Atualização automática resolve o próximo caso

Uma falha do Safari corrigida pela Apple em 13 de maio de 2024 voltou a ser usada para roubar dados de iPhones, iPads e Macs que nunca receberam aquela atualização, segundo reportagem do Olhar Digital publicada em 5 de novembro de 2026. A brecha, identificada como CVE-2024-27834, foi incluída pela agência de cibersegurança dos Estados Unidos (CISA) no catálogo de vulnerabilidades exploradas ativamente.

Quem mantém o aparelho atualizado já está protegido. O risco é de quem adiou atualizações por mais de dois anos ou usa um modelo que parou no tempo.

Meu iPhone corre risco com a CVE-2024-27834?

Corre se estiver em uma versão anterior às correções de maio de 2024. No boletim de segurança da Apple, a falha foi fechada no iOS 17.5 e no iPadOS 17.5, disponíveis para o iPhone XS e modelos mais novos. O Safari 17.5 levou a mesma correção ao Mac.

Situação do aparelhoExposto à falha?
iPhone XS ou mais novo, com iOS 17.5 ou posteriorNão
iPhone XS ou mais novo, parado em versão anterior ao iOS 17.5Sim, até atualizar
Mac com Safari anterior ao 17.5Sim, até atualizar
Modelo que não recebe mais o iOS atualDepende da última correção liberada para ele

Como descobrir o modelo do meu iPhone?

Em Ajustes, Geral, Sobre, o campo “Nome do Modelo” mostra a geração exata. Se aparecer iPhone X, iPhone 8 ou anterior, o aparelho não chega ao iOS 17 e depende das correções liberadas para versões mais antigas.

Como o golpe funciona sem eu clicar em nada?

Segundo o Olhar Digital, que cita o site The Hacker News, os criminosos invadiram uma ferramenta de monitoramento de tráfego chamada Plerdy SEO Tracker e inseriram código em sites legítimos, além de criar páginas falsas. Ao abrir uma dessas páginas no Safari, um script identifica o modelo do aparelho e checa se o sistema está desatualizado. Se estiver, o ataque começa sozinho.

O alvo são os cookies de sessão, os arquivos que mantêm você logado em e-mail, redes sociais e sistemas de trabalho. A autoria é atribuída ao grupo APT29, ligado ao serviço de inteligência externa da Rússia.

A verificação em duas etapas não me protege?

Neste caso, não. Com o cookie da sessão em mãos, o invasor abre a sua conta em outro computador como se já tivesse passado pela senha e pelo código. A verificação em duas etapas protege o login; o roubo acontece depois dele.

Como conferir a versão do iOS e atualizar?

  1. Abra Ajustes e toque em Geral.
  2. Entre em Sobre e veja o número em “Versão do iOS”.
  3. Volte e toque em Atualização de Software.
  4. Se houver versão disponível, toque em “Atualizar Agora” com o aparelho na tomada e no Wi-Fi.
  5. Depois de atualizar, saia e entre de novo nas contas mais sensíveis, como e-mail e banco. Isso derruba sessões antigas.
Vários modelos de iPhone lado a lado sobre uma superfície
Diferentes gerações de iPhone. Imagem ilustrativa. Foto: Ka Kit Pang / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

E se meu aparelho não recebe mais o iOS atual?

Instale a última versão que aparecer em Atualização de Software, mesmo que não seja a mais recente do mercado. A Apple costuma liberar correções pontuais para versões antigas, e a página de atualizações de segurança informa o que chegou para cada linha. Se o aparelho não recebe mais nada, evite usá-lo para e-mail de trabalho e banco.

Celulares antigos já estão perdendo outros serviços. O WhatsApp, por exemplo, vai exigir versão mínima do sistema, como mostra WhatsApp exige iOS 15.5 a partir de 30/11: veja se seu iPhone continua.

Sinais de que alguém entrou nas suas contas

Como o ataque copia a sessão, a senha continua funcionando normalmente e o dono demora a perceber. Vale olhar:

  • a lista de aparelhos conectados no Google, na Microsoft, no Instagram e no WhatsApp Web;
  • e-mails de “novo acesso” vindos de cidades ou países onde você não esteve;
  • mensagens enviadas ou arquivos apagados que você não reconhece.

Encontrou algo estranho? Encerre todas as sessões pelo menu de segurança da conta e troque a senha a partir de um aparelho atualizado.

Atualização automática resolve o próximo caso

Em Ajustes, Geral, Atualização de Software, ative a opção Atualizações Automáticas, incluindo as respostas rápidas de segurança. Essa única chave teria evitado este ataque, que depende justamente de quem deixou a correção de 2024 para depois.

Fontes: Apple: boletim de segurança do iOS 17.5; Olhar Digital: falha antiga da Apple volta a ser explorada.